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O que podemos aprender com as marcas que mais cresceram em 2026

August 11. 2026

Crescer em um mercado competitivo nunca foi apenas uma questão de investir mais em publicidade. Em 2026, isso ficou ainda mais evidente.

As empresas que mais ganharam valor, relevância e espaço no mercado têm algo em comum: elas conseguiram combinar marca forte, tecnologia, inovação, experiência do cliente e uma estratégia de marketing consistente.

Segundo o ranking Kantar BrandZ 2026, as 100 marcas globais mais valiosas atingiram, juntas, aproximadamente US$ 13,1 trilhões em valor de marca, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior.

Google, Apple, Microsoft, Amazon e NVIDIA ocupam as primeiras posições, enquanto empresas como Tencent, Instagram e Oracle também aparecem entre as dez marcas mais valiosas do mundo.

Mas talvez a principal pergunta para gestores não seja simplesmente “quais marcas cresceram?”.

A pergunta mais importante é:

O que essas empresas fizeram que pode ser aplicado à estratégia de outras marcas?

Neste artigo, analisamos algumas das principais lições das marcas que se destacaram em 2026 — e o que elas revelam sobre o futuro do marketing e do crescimento empresarial.

Crescimento de marca não acontece por acaso

Empresas podem crescer em receita durante determinado período por inúmeros fatores: aumento de demanda, expansão geográfica, aquisição de concorrentes ou até mudanças econômicas.

Construir uma marca mais valiosa é diferente.

Isso exige criar uma percepção capaz de influenciar a escolha do consumidor, aumentar sua preferência e sustentar o crescimento ao longo do tempo.

Em 2026, essa diferença ficou particularmente evidente.

O Kantar BrandZ aponta que as marcas vencedoras são aquelas capazes de se manter relevantes e, ao mesmo tempo, significativamente diferentes dos concorrentes.

Isso significa que crescimento sustentável depende de uma combinação de fatores:

  • diferenciação;
  • relevância;
  • presença de marca;
  • inovação;
  • experiência;
  • confiança;
  • consistência.

É justamente nessa combinação que estão algumas das maiores lições de 2026.

1. As marcas que crescem não dependem apenas de performance

Durante anos, muitas empresas concentraram praticamente todo o orçamento de marketing em canais diretamente mensuráveis.

Google Ads, Meta Ads, geração de leads, CPL, CAC e conversões passaram a dominar grande parte das discussões.

Essas métricas continuam importantes.

O problema aparece quando performance se torna a estratégia inteira de marketing.

As marcas que mais crescem mostram que existe outra camada fundamental: construir preferência antes do momento da compra.

Uma empresa pode ter campanhas extremamente eficientes e, ainda assim, continuar desconhecida.

Quando isso acontece, ela precisa praticamente comprar novamente a atenção do consumidor em cada nova oportunidade.

Branding e performance precisam trabalhar juntos

Uma estratégia sustentável precisa equilibrar duas frentes.

A primeira captura uma demanda existente.

A segunda constrói demanda futura.

Performance ajuda a converter quem já está procurando uma solução. Branding ajuda a fazer com que sua empresa seja lembrada quando essa necessidade surgir.

As empresas mais fortes conseguem fazer as duas coisas simultaneamente.

2. Inteligência Artificial deixou de ser tendência e virou infraestrutura

Talvez nenhuma transformação seja tão evidente em 2026 quanto o avanço da Inteligência Artificial.

O crescimento de empresas ligadas diretamente à tecnologia mostra isso.

A NVIDIA, por exemplo, alcançou um valor de marca estimado em aproximadamente US$ 814,9 bilhões no ranking BrandZ 2026, com crescimento anual de 60%.

Mas a influência da IA vai muito além das empresas que desenvolvem modelos ou infraestrutura tecnológica.

Ela está transformando praticamente toda a jornada do consumidor.

Hoje, algoritmos influenciam:

  • recomendações;
  • mecanismos de busca;
  • atendimento;
  • personalização;
  • produção de conteúdo;
  • análise de dados;
  • automação de marketing;
  • CRM;
  • decisões comerciais.

A grande lição, portanto, não é simplesmente “usar IA”.

É entender onde a tecnologia consegue gerar vantagem competitiva real.

Tecnologia sem estratégia não cria diferenciação

Quando todas as empresas têm acesso às mesmas ferramentas, possuir a tecnologia deixa de ser suficiente.

A vantagem passa para quem consegue aplicá-la melhor.

Isso exige processos, dados, conhecimento do consumidor e estratégia.

IA não substitui posicionamento.

Ela amplifica a capacidade de executar um posicionamento bem construído.

3. Ser diferente ficou ainda mais importante

Existe uma consequência curiosa da popularização da Inteligência Artificial: produzir ficou mais fácil.

Empresas conseguem criar textos, imagens, campanhas, apresentações e páginas em poucos minutos.

Isso também significa que ficou mais fácil produzir conteúdos extremamente parecidos.

Quando todos conseguem produzir mais, diferenciação passa a valer ainda mais.

É por isso que identidade, posicionamento e criatividade continuam sendo ativos estratégicos.

Uma marca precisa responder claramente:

Por que alguém deveria escolher você e não seu concorrente?

Se a resposta for apenas preço, qualidade ou atendimento, provavelmente existe um problema.

Esses atributos são importantes, mas também são reivindicados por praticamente todas as empresas.

Marcas fortes constroem associações próprias.

Elas ocupam um espaço específico na mente do consumidor.

E essa diferença influencia diretamente a preferência.

4. Empresas estão competindo também pela recomendação das IAs

Durante anos, uma das principais disputas digitais aconteceu dentro do Google.

Quem aparecia primeiro recebia grande parte dos cliques.

Em 2026, existe uma nova camada nessa disputa.

Consumidores passaram a perguntar diretamente para ferramentas de Inteligência Artificial:

“Qual é a melhor empresa para contratar?”

“Qual software devo utilizar?”

“Quais são as melhores marcas desse segmento?”

“Qual solução você recomenda?”

Isso muda profundamente a lógica da descoberta digital.

A empresa não precisa mais apenas aparecer nos resultados de pesquisa.

Ela precisa se tornar uma fonte confiável e uma entidade reconhecida no ecossistema digital.

SEO está evoluindo para algo maior

Conteúdo relevante, autoridade, backlinks, presença em veículos confiáveis, avaliações, menções de marca e informações consistentes em diferentes canais tornam-se ainda mais importantes.

Não basta otimizar uma página.

É preciso construir autoridade ao redor da marca.

Nesse cenário, SEO, relações públicas digitais, conteúdo e branding começam a trabalhar cada vez mais próximos.

5. As marcas mais fortes entendem profundamente o consumidor

Tecnologia mudou.

Canais mudaram.

Algoritmos mudaram.

Mas uma das regras fundamentais do marketing continua exatamente igual:

empresas crescem quando entendem melhor as pessoas que querem atingir.

Isso significa compreender não apenas dados demográficos, mas também:

  • necessidades;
  • objeções;
  • comportamentos;
  • desejos;
  • contexto;
  • linguagem;
  • processo de decisão.

Quanto maior esse conhecimento, melhor a empresa consegue construir produtos, campanhas e experiências relevantes.

E quanto mais relevante a marca se torna, menor tende a ser sua dependência de disputar clientes exclusivamente pelo preço.

6. Consistência vence campanhas isoladas

Outro aprendizado importante está na continuidade.

Grandes marcas não constroem reconhecimento realizando uma campanha e desaparecendo durante seis meses.

Elas aparecem continuamente.

Conteúdo, mídia, redes sociais, busca, experiências, comunicação institucional e campanhas trabalham para reforçar uma mesma percepção.

Esse processo gera um efeito acumulativo.

Uma campanha isolada pode gerar tráfego.

Uma estratégia consistente constrói um ativo.

Marketing precisa ser visto como sistema

Esse é um dos principais pontos que empresas precisam compreender em 2026.

SEO não deveria funcionar isoladamente.

Mídia paga não deveria funcionar isoladamente.

Social media não deveria funcionar isoladamente.

CRM não deveria funcionar isoladamente.

Branding não deveria funcionar isoladamente.

Quando essas disciplinas compartilham dados, posicionamento e objetivos, cada investimento começa a potencializar os demais.

7. Marcas antigas também conseguem voltar a crescer

Inovação não significa necessariamente criar uma empresa nova.

Em 2026, marcas tradicionais também mostraram capacidade de recuperar relevância.

Intel e Samsung, por exemplo, aparecem no estudo BrandZ como exemplos de marcas que recuperaram crescimento por meio de renovação de clareza, relevância e investimento.

Outro exemplo interessante é a Vaseline.

Mesmo sendo uma marca centenária, ela ganhou nova relevância ao observar maneiras diferentes pelas quais consumidores e criadores utilizavam seus produtos e incorporar parte desse comportamento à comunicação da marca.

A lição é importante.

Uma marca não precisa abandonar sua história para continuar relevante.

Ela precisa reinterpretar essa história de acordo com o contexto atual.

8. Confiança continua sendo uma vantagem competitiva

Em um ambiente inundado por conteúdo, anúncios e materiais produzidos por IA, confiança ganha ainda mais importância.

Consumidores pesquisam antes de comprar.

Comparam avaliações.

Procuram experiências de outros clientes.

Consultam redes sociais.

Pesquisam no Google.

Perguntam para ferramentas de IA.

Visitam o site da empresa.

Cada ponto dessa jornada contribui para uma percepção.

Por isso, reputação digital não deveria ser tratada apenas como uma preocupação institucional.

Ela influencia diretamente a aquisição.

Cases, avaliações, depoimentos, presença editorial, autoridade dos especialistas da empresa e consistência de comunicação ajudam a reduzir uma das maiores barreiras de qualquer processo comercial:

o risco percebido pelo comprador.

9. Experiência virou parte do marketing

Durante muito tempo, marketing era visto principalmente como aquilo que acontecia antes da venda.

Essa visão está ficando ultrapassada.

A experiência depois da aquisição também constrói marca.

Um cliente satisfeito pode:

  • renovar;
  • comprar novamente;
  • recomendar;
  • deixar uma avaliação;
  • produzir conteúdo espontâneo;
  • defender a marca;
  • gerar novas oportunidades comerciais.

Por outro lado, uma experiência ruim pode comprometer investimentos significativos em mídia.

Marketing, vendas e atendimento precisam enxergar a jornada como um único sistema.

10. Crescimento sustentável exige construção de ativos

Talvez essa seja a principal lição das marcas que cresceram em 2026.

As melhores estratégias não geram apenas resultados imediatos.

Elas deixam ativos.

Um conteúdo bem posicionado no Google pode continuar atraindo visitantes.

Uma marca reconhecida reduz a dificuldade de aquisição.

Uma base de clientes satisfeitos gera recomendações.

Um CRM organizado melhora a eficiência comercial.

Uma boa reputação facilita novas vendas.

Uma presença editorial consistente aumenta autoridade.

É diferente de simplesmente comprar tráfego.

Quando a campanha termina, o tráfego pago desaparece.

Quando uma empresa constrói marca, conteúdo, autoridade, dados e relacionamento, parte do investimento continua trabalhando no futuro.

O que empresas menores podem aprender com gigantes como Google, NVIDIA e Amazon?

Naturalmente, poucas empresas possuem os recursos dessas organizações.

Mas isso não significa que suas estratégias não tragam aprendizados.

O objetivo não é copiar suas campanhas.

É entender os princípios por trás delas.

Uma pequena ou média empresa também pode:

  • definir claramente seu posicionamento;
  • investir consistentemente em conteúdo;
  • construir autoridade em seu segmento;
  • utilizar IA para aumentar produtividade;
  • integrar marketing e vendas;
  • melhorar sua presença orgânica;
  • acompanhar reputação;
  • transformar clientes em promotores;
  • utilizar dados para tomar decisões;
  • criar uma experiência reconhecível em diferentes canais.

A escala muda.

Os princípios permanecem.

O marketing de 2026 recompensa empresas que constroem relevância

O grande aprendizado das marcas que mais cresceram em 2026 é que crescimento raramente vem de uma única ação.

Não existe uma campanha milagrosa.

Não existe um canal capaz de resolver sozinho todos os problemas.

E não existe ferramenta de Inteligência Artificial capaz de substituir estratégia.

As empresas que avançam são aquelas capazes de conectar marca, dados, tecnologia, criatividade, experiência e distribuição.

Isso exige abandonar uma visão fragmentada do marketing.

Em vez de perguntar apenas:

“Quanto essa campanha gerou?”

Empresas precisam começar a perguntar também:

“Que ativo estamos construindo para tornar o crescimento de amanhã mais fácil?”

Essa mudança de perspectiva pode separar empresas que apenas investem em marketing daquelas que realmente constroem marcas.

Conclusão: sua empresa está construindo crescimento ou apenas comprando resultados?

Os exemplos de 2026 mostram que tecnologia acelerou o mercado, mas não eliminou os fundamentos.

Na verdade, tornou alguns deles ainda mais importantes.

Diferenciação, confiança, relevância, experiência e consistência continuam sendo fatores decisivos.

A diferença é que agora tudo acontece em um ecossistema muito mais complexo, envolvendo mecanismos de busca, redes sociais, mídia, plataformas de IA, creators, comunidades e diferentes pontos de contato.

Por isso, crescer exige uma estratégia integrada.

MASTER CIDADANIA - CMLO ajuda empresas a transformar marketing em uma estrutura de crescimento, conectando estratégia, branding, conteúdo, performance, tecnologia e dados para construir resultados no presente sem deixar de desenvolver os ativos que sustentam o futuro.

Se a sua empresa investe em marketing, mas ainda sente que os esforços estão fragmentados ou dependentes demais de mídia e ações pontuais, talvez o próximo passo não seja simplesmente investir mais.

Talvez seja organizar melhor a estratégia.

FAQ | Marcas que mais cresceram em 2026

Quais são as marcas mais valiosas do mundo em 2026?

Segundo o Kantar BrandZ 2026, Google, Apple, Microsoft, Amazon e NVIDIA ocupam as cinco primeiras posições entre as marcas globais mais valiosas. Google aparece na liderança, com valor de marca estimado em aproximadamente US$ 1,48 trilhão.

O que fez algumas marcas crescerem tanto em 2026?

Entre os principais fatores estão avanço da Inteligência Artificial, inovação, diferenciação, força de marca, experiência do consumidor e capacidade de adaptação às mudanças no comportamento de compra.

Qual é a importância da Inteligência Artificial para as marcas em 2026?

A IA passou a influenciar desde produtividade e automação até mecanismos de descoberta e recomendação. Isso significa que empresas precisam pensar tanto em como utilizar a tecnologia internamente quanto em como suas marcas aparecem e são compreendidas por sistemas de IA.

Branding ainda é importante com o crescimento da IA?

Sim. Quanto mais fácil se torna produzir conteúdos e campanhas com IA, maior é a necessidade de diferenciação. Posicionamento, identidade e reputação ajudam uma empresa a não se tornar apenas mais uma opção semelhante às concorrentes.

Empresas pequenas podem aplicar estratégias das grandes marcas?

Sim. Elas não precisam replicar os investimentos de grandes empresas, mas podem aplicar princípios semelhantes, como consistência de comunicação, posicionamento claro, conhecimento do público, produção de conteúdo, SEO, uso estratégico de dados e construção de autoridade.

Como construir uma marca forte em 2026?

O processo envolve posicionamento claro, experiência consistente, presença digital, conteúdo relevante, reputação, conhecimento do consumidor e integração entre marketing, vendas e atendimento.

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