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Marketing

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Marketing B2B em 2026: o que mudou na jornada de compra

agosto 28. 2026

Durante muito tempo, a jornada de compra B2B foi representada como um funil relativamente previsível.

O potencial cliente descobria um problema, pesquisava possíveis soluções, entrava em contato com algumas empresas, conversava com vendedores e, depois de comparar propostas, tomava uma decisão.

Em 2026, essa representação explica apenas uma pequena parte do que realmente acontece.

A jornada se tornou mais autônoma, fragmentada e influenciada por inteligência artificial. Antes mesmo de conversar com uma empresa, o comprador pode pesquisar no Google, consultar o ChatGPT ou outra plataforma de IA, acessar avaliações, analisar cases, visitar o LinkedIn da empresa, comparar fornecedores e compartilhar as opções encontradas com outras pessoas envolvidas na decisão.

Isso muda profundamente o papel do Marketing B2B.

A questão deixa de ser apenas como gerar leads e passa a ser:

como construir presença e confiança durante uma jornada que acontece, em grande parte, antes de o comprador falar com a empresa?

O comprador B2B está fazendo mais pesquisas sozinho

Uma das mudanças mais importantes está na autonomia do comprador.

Segundo dados divulgados pelo Gartner em 2026, 67% dos compradores B2B preferem uma experiência sem interação com representantes comerciais. Ao mesmo tempo, 45% disseram ter utilizado inteligência artificial durante uma compra recente.

Isso não significa que vendas deixou de ser importante.

Significa que o comprador quer decidir quando precisa conversar com vendas.

No início da jornada, informações que anteriormente dependiam de apresentações comerciais podem ser encontradas em:

  • mecanismos de busca;
  • plataformas de inteligência artificial;
  • sites especializados;
  • redes sociais;
  • reviews;
  • comunidades;
  • comparadores;
  • vídeos;
  • conteúdos das próprias empresas.

O vendedor entra cada vez menos como a principal fonte de descoberta e mais como alguém capaz de trazer contexto, validar informações e ajudar na decisão.

A IA entrou definitivamente na jornada de compra B2B

Se SEO mudou a forma como empresas eram encontradas na internet, a inteligência artificial está mudando a forma como essas informações são consumidas.

Em vez de pesquisar:

“melhores empresas de automação de marketing B2B”

e visitar dez páginas diferentes, um decisor pode perguntar diretamente a uma IA:

“Quais empresas brasileiras são especializadas em automação de marketing B2B para empresas SaaS?”

Ou ainda:

“Compare essas três agências considerando experiência B2B, tecnologia e geração de demanda.”

A resposta pode resumir informações provenientes de diferentes fontes antes mesmo de o usuário visitar qualquer site.

Essa mudança cria uma nova camada de disputa por visibilidade.

Não basta aparecer na SERP.

As marcas também precisam aumentar suas chances de serem compreendidas, associadas aos temas certos e citadas por mecanismos de inteligência artificial.

É justamente nesse cenário que estratégias de GEO (Generative Engine Optimization) começam a complementar o SEO tradicional.

O Google deixou de ser o único ponto de partida

Isso não significa que o SEO morreu.

Muito pelo contrário.

Busca orgânica continua sendo uma infraestrutura importante de descoberta e autoridade digital. O que mudou é que o caminho até uma empresa agora pode começar em vários lugares.

Dados da G2 mostram a dimensão dessa transformação. Em pesquisa com compradores de software B2B, 93% afirmaram que os chatbots de IA mudaram fundamentalmente a forma como pesquisam, enquanto 51% disseram iniciar pesquisas sobre software mais frequentemente em ferramentas de IA do que no Google.

O comportamento de busca, portanto, está se distribuindo.

Uma estratégia B2B em 2026 precisa pensar em presença em diferentes ambientes, e não apenas em posições dentro de uma página de resultados.

A shortlist pode existir antes do primeiro contato comercial

Talvez essa seja uma das mudanças mais importantes para marketing e vendas.

O comprador pode chegar à conversa comercial já sabendo:

  • quais fornecedores considera;
  • como cada empresa se posiciona;
  • quais cases possui;
  • quais problemas resolve;
  • quem são seus clientes;
  • quais são seus diferenciais;
  • e até quais dúvidas ou objeções precisam ser resolvidas.

Pesquisas da 6sense reforçam esse comportamento. Em seu estudo sobre a experiência de compra B2B, a empresa identificou que o fornecedor vencedor já estava na shortlist inicial em 95% dos casos analisados.

Além disso, aproximadamente quatro em cada cinco negócios foram vencidos pelo fornecedor que já era o favorito antes do primeiro contato comercial.

Isso muda uma premissa importante:

a geração de demanda não começa quando alguém preenche um formulário.

Ela começa muito antes.

Quando a empresa finalmente recebe o lead, parte relevante da disputa pode já ter acontecido.

A jornada B2B deixou de ser linear

O tradicional modelo:

awareness → consideração → decisão

continua sendo útil para organizar estratégias, mas não representa exatamente como compradores se comportam.

Uma pessoa pode descobrir uma empresa pelo LinkedIn, pesquisar o nome no Google, encontrar um artigo, perguntar sobre a empresa para uma IA, acessar um case, esquecer dela durante algumas semanas e posteriormente reencontrá-la em uma indicação.

Outro decisor da mesma organização pode seguir um caminho completamente diferente.

E ambos participam da mesma compra.

O Gartner descreve a jornada B2B como um processo no qual compradores avançam e retornam entre diferentes tarefas, como identificação do problema, exploração de soluções, definição de requisitos, seleção de fornecedores, validação e construção de consenso.

Portanto, pensar apenas em topo, meio e fundo de funil pode limitar a estratégia.

É necessário pensar também em momentos de decisão.

O comprador não é uma única pessoa

Esse ponto é particularmente importante no B2B.

Quanto maior o ticket e a complexidade da solução, maior tende a ser a quantidade de pessoas envolvidas.

Marketing pode descobrir a solução.

Um diretor pode aprovar orçamento.

TI pode avaliar integração.

Financeiro pode questionar retorno.

Jurídico pode avaliar contratos e riscos.

Compras pode negociar condições.

A 6sense aponta que grupos de compra B2B podem envolver aproximadamente dez pessoas em jornadas complexas.

Isso significa que produzir conteúdo pensando apenas em uma única persona pode ser insuficiente.

A estratégia precisa oferecer argumentos diferentes para diferentes stakeholders.

Um diretor talvez queira entender ROI.

Um profissional técnico quer saber como funciona.

Financeiro quer previsibilidade.

Um CEO quer entender impacto estratégico.

A mesma solução precisa responder perguntas diferentes.

Conteúdo B2B precisa ajudar a tomar decisões

Durante anos, muitas estratégias de conteúdo foram construídas prioritariamente para gerar tráfego.

Em 2026, tráfego continua importante, mas não é suficiente.

Conteúdo precisa reduzir incerteza.

Isso significa sair apenas de artigos genéricos como:

“O que é marketing B2B?”

e construir também conteúdos como:

“Quanto custa contratar uma agência de marketing B2B?”

“Agência interna ou terceirizada: qual modelo faz mais sentido?”

“Como calcular o ROI de uma agência de marketing?”

“Quanto tempo uma estratégia de SEO leva para gerar resultado?”

“Como avaliar uma agência antes de contratar?”

Esses conteúdos têm algo em comum: ajudam o comprador a avançar em uma decisão real.

Quanto mais próximo da compra, mais importante é responder perguntas que normalmente surgiriam durante uma conversa comercial.

Cases ganharam ainda mais importância

Se compradores pesquisam antes de falar com vendas, eles precisam encontrar evidências de que uma empresa realmente consegue entregar aquilo que promete.

É aí que cases deixam de funcionar apenas como conteúdo institucional.

Eles se tornam ativos de aquisição.

Um bom case não deve simplesmente dizer que determinado projeto foi um sucesso.

Ele precisa mostrar:

Contexto → problema → estratégia → execução → resultado.

Quando possível, deve apresentar números, aprendizados e detalhes suficientes para permitir que outro decisor pense:

“essa empresa já resolveu um problema parecido com o meu.”

Além de ajudar na conversão, cases também fortalecem sinais de autoridade da marca em mecanismos de busca e ambientes de inteligência artificial.

O vendedor não desapareceu — seu papel mudou

Existe uma aparente contradição no comportamento atual.

Compradores querem pesquisar sozinhos, mas continuam procurando vendedores em momentos importantes.

Dados do Gartner ajudam a explicar isso: 69% dos compradores B2B preferem validar informações geradas por inteligência artificial com representantes comerciais.

Ou seja:

a IA ajuda a descobrir e comparar. O humano ajuda a validar e contextualizar.

O vendedor deixa de ser simplesmente alguém que apresenta informações disponíveis no site.

Seu valor passa a estar em interpretar o cenário do cliente, responder dúvidas específicas, questionar premissas e diminuir o risco percebido da decisão.

SEO e GEO passam a trabalhar juntos

Se compradores utilizam tanto mecanismos de busca quanto ferramentas generativas, marcas B2B precisam estruturar sua presença para os dois ambientes.

SEO continua responsável por fatores como:

  • arquitetura do site;
  • intenção de busca;
  • autoridade;
  • conteúdo;
  • links;
  • experiência;
  • performance técnica.

GEO adiciona outra preocupação:

o quanto mecanismos generativos conseguem entender a empresa e relacioná-la corretamente a determinados mercados, serviços e problemas.

Isso aumenta a importância de conteúdos claros, dados estruturados, presença consistente da marca, relações semânticas fortes, menções externas, cases e autoridade temática.

Não se trata de abandonar SEO para fazer GEO.

Trata-se de construir uma estratégia de busca preparada para uma internet na qual pessoas pesquisam tanto clicando quanto conversando.

Dark Social continua escondendo parte da jornada

Existe ainda outro problema: boa parte da influência que antecede uma compra B2B não aparece corretamente nas ferramentas de analytics.

Um artigo pode ser compartilhado no WhatsApp.

Um diretor pode enviar um case pelo Slack.

Alguém pode copiar um link para um grupo interno.

Um executivo pode perguntar a um colega qual agência recomenda.

Dias depois, alguém entra diretamente no site e solicita contato.

No Analytics, essa conversão pode aparecer como tráfego direto.

Na prática, a decisão começou muito antes.

Por isso, atribuir resultados apenas ao último clique tende a produzir uma leitura incompleta do Marketing B2B.

O novo papel do marketing na jornada B2B

Marketing deixa de ser simplesmente uma máquina de geração de leads.

Ele passa a construir as condições para que a empresa entre na shortlist antes mesmo de saber quem está pesquisando.

Isso envolve trabalhar simultaneamente:

Descoberta

SEO, GEO, mídia, conteúdo, social e presença de marca.

Autoridade

Cases, dados, especialistas, PR, backlinks e presença editorial.

Validação

Reviews, depoimentos, comparativos, resultados e provas sociais.

Conversão

Landing pages, CTAs, formulários, contato comercial e experiências de baixa fricção.

Relacionamento

CRM, automações, remarketing, conteúdo e vendas.

O objetivo não é simplesmente capturar demanda existente.

É construir preferência.

Como adaptar sua estratégia de Marketing B2B para 2026

Algumas mudanças são especialmente importantes.

1. Mapeie perguntas, não apenas palavras-chave

Descubra quais perguntas aparecem durante todo o processo de decisão.

Isso inclui dúvidas comerciais, técnicas, financeiras e estratégicas.

2. Produza conteúdo para diferentes stakeholders

CEO, marketing, financeiro, compras e tecnologia podem participar da mesma decisão, mas possuem critérios diferentes.

3. Transforme cases em ativos de aquisição

Mostre problemas reais, estratégias utilizadas e resultados alcançados.

4. Integre SEO e GEO

Construa autoridade tanto para mecanismos tradicionais de busca quanto para ambientes generativos.

5. Diminua a fricção

O comprador precisa conseguir avançar sozinho quando quiser.

Informações escondidas atrás de formulários podem criar barreiras desnecessárias.

6. Conecte marketing e vendas

Marketing deve preparar a decisão.

Vendas deve aprofundá-la.

Quando as duas áreas trabalham com mensagens diferentes, a confiança construída durante a jornada pode desaparecer justamente no momento da conversão.

Marketing B2B em 2026 é uma disputa por preferência

A maior transformação talvez não esteja em uma nova ferramenta ou canal.

Está no momento em que a decisão começa.

Quando um potencial cliente entra em contato com três fornecedores, eles nem sempre estão começando a competir naquele instante.

A competição pode ter começado meses antes.

Durante uma pesquisa.

Em um artigo.

Em um case.

Em uma indicação.

Em uma conversa no LinkedIn.

Ou em uma pergunta feita para uma inteligência artificial.

Por isso, empresas B2B precisam construir presença antes de conseguirem identificar a intenção de compra.

Quem aparece apenas no momento da conversão pode estar chegando tarde.

Na CMLO, estratégia, dados, criatividade e tecnologia trabalham de forma integrada para construir marcas capazes de gerar demanda e relevância ao longo de toda a jornada B2B.

Porque, em 2026, estar presente não significa apenas ser encontrado.

Significa ser lembrado, considerado e escolhido.

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